Estava a ler “Caratẽ aplicado ao Teste de Software” de Emerson Rios, achei muito interessante a abordagem do livro que nos dá uma visão comportamental sobre a postura do profissional de Teste de Software. O código de ética e de conduta também é muito importante, tanto que existe uma seção na certificação ISTQB CTFL (Certified Tester Foundation Level) que aborda a colaboração entre os membros da equipe de testes e demais membros, e na certificação ISTQB CTAL (Advanced Level) existe um item “Ethics” que o Rex Black deu uma segunda “pincelada” no assunto.

Bom, mas indo ao que interessa, seguem as 5 regras básicas de comportamento que podemos extrair do Caratê:

  1. O CARATECA deve treinar caratê com serieadade, pois apenas “mexer” os braços e pernas pode ser a mesma coisa que executar passos de dança.

    O bom testador precisa ter uma formação robusta em metodologias e ferramentas de testes de software. O método “tentativa e erro”, ou apenas mexer os braços e as pernas, não basta para testar corretamente um software.

  2. O CARATECA deve entregar-se de corpo e alma ao treinamento sem se preocupar com as teorias. O que se aprende “com o corpo’ jamais se esquece.

    Não basta apenas treinar, toda técnica exige também prática. Exercer a experiência prática daquilo que se aprendeu faz com que o profissional fique hábil naquilo que faz e crie bons constumes na hora de aplicar as técnicas.

  3. O CARATECA deve evitar a arrogância, pois não se vence um adversário com palavras

    É comum encontrarmos testadores que sentem um certo prazer em mostrar que um programador falhou. Este não deve ser um comportamento correto. No livro comenta o programador como Adversário, mas eu discordo… o adversário é sempre o software. De qualquer forma, todos comentem erros, inclusive um testador que deixa “passar” uma falha ou ao apontar um defeito inexistente (algo que parece um defeito mais não é).

  4. O CARATECA deve ṕrocurar ver-se como ele realmente é e imitar apenas o que de mérito houver nos outros. Lembrando que cada um de nós tem boas e más qualidades.

    O mérito do desenvolvedor é criar o software e do testador é garantir que ele tenha qualidade. Cada um deve ser bom na execução de seu trabalho e devemos obter o máximo de conhecimento uns com os outros. Mesmo um colega menos experiente pode nos trazer aprendizado.

  5. O CARETCA deve manter a ética em todos os momentos de sua vida privada ou pública. O caratê deve ser aprendido não apenas com os olhos da face, mas também com os olhos da alma.

    O princípio da ética deve ser seguido sempre. Um profissional sem ética é dificilmente aceito pelo grupo e tende a ser sempre marginalizado. Em outras palavras: é sempre melhor admitir um erro do que escondê-lo.