Lean Software Testing : 1. As raízes do Lean

Depois da apresentação da Palestra “Lean Software Testing” no evento OctoberTest, algumas pessoas entraram em contato para saber um pouco mais sobre o assunto. Então decidi escrever 3 posts iniciais: “As raízes do Lean”, “Lean Software Development” e “Lean Software Testing”. Este é o primeiro post da série.

Lean Toyota

O Sistema Toyota de Produção é um sistema de produção que foi desenvolvido pela Toyota entre 1948 e 1975, no fim da segunda guerra mundial a partir de um cenário de um Japão pós-guerra devastado e que não dispunha de recursos para realizar os altos investimentos que são necessários para a produção em massa (que caracterizava os sistemas de produção de Henry Ford e General Motors).

lean-software-testing

Toyota Sedan

O sistema basicamente parte de alguns princípios que aumentam a produtividade e a eficiência, evitando o desperdício, como a de tempo de espera, superprodução, gargalos de transporte e inventário desnecessário etc. Este sistema foi desenvolvido por Taiichi Ohno e integra o lean manufacturing, just-in-time,[1] kanban e o nivelamento de produção ou heijunka.

Segundo o Lean It Institute, existem 5 princípios no pensamento Lean (Lean Thinking):

#1 Valor

No Lean thinking, não é a empresa que decide o que é valor, mas o cliente. Para o cliente, a necessidade gera valor, ou seja, aquilo que ele enxerga como útil para alcançar o sucesso nas atividades diárias dele, nos esforços dele, isso tem valor para ele. Então o valor nasce de uma necessidade do seu cliente, e não do que você acha que é melhor para ele.

#2 Fluxo de Valor

Para encontrar o fluxo de valor, é preciso dissecar a cadeia produtiva do cliente, entender como funciona os processos dele e separá-los em três tipos:

  1. Processos que geram valor
  2. Processos que agregam valor
  3. Processos que não geram valor

O valor que realmente importa é o valor percebido pelo cliente, pois segundo Shultz et al. (1994, p. 25) “para o consumidor, a percepção é a verdade. A percepção pode não estar correta, mas é o que ele conhece, e o que ele conhece é tudo o que ele precisa conhecer”

Os processos que não geram valor devem ser imediatamente “eliminados”. Assim, as empresas começam a ter um olhar mais crítico olhando para o processo como um todo e não apenas para indicadores e números em curto prazo.

# 3 Fluxo Contínuo

Os processos precisam ter “fluidez”, não podem haver gargalos nem impedimentos que façam a linha de produção parar. Depois de eliminados os processos que não geram valor, produzir com as etapas restantes é mais difícil mas também mais estimulante!

Obter a capacidade de desenvolver, produzir e distribuir mais rapidamente gera ao produto um ar de inovação. Desta forma a empresa pode atender à necessidade do cliente quase que instantaneamente.

# 4 Produção Puxada

A produção puxada é basicamente inverter o fluxo de produção. No fluxo tradicional as empresas desenvolvem um produto que acreditam ser interessante e oferecem aos clientes. Ao inverter este fluxo, as empresas não empurram mais o produto ao consumidor, quem passa a puxar o Fluxo de Valors são os próprios clientes reduzindo a necessidade de estoques e valorizando o produto.

# 5 Perfeição

O objetivo de todos os envolvidos no fluxo de valor deve ser a qualidade. A busca pelo aperfeiçoamento de cada etapa leva a um estado ideal que deve nortear os esforços da empresa em processos transparentes onde todos os membros da cadeia tenham conhecimento profundo do processo como um todo, podendo dialogar e buscar continuamente melhores formas de se criar valor.

No próximo post vamos falar sobre “Lean Software Development” e mais à frente falaremos também sobre “Lean Agile Testing” e como usar o melhor das duas abordagens.

Acompanhe deixando seu contato aqui!

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